Geraldo Alckmin não descarta ser vice de Lula e se diz "honrado" por ser lembrado

Adversário histórico do Partido dos Trabalhadores, Alckmin tem sido cortejado pelo partido para formar uma dupla com o ex-presidente nas urnas.

Geraldo Alckmin não descarta ser vice de Lula e se diz

O ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, não afastou a possibilidade de ser vice na chapa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para concorrer à Presidência da República, em 2022 e ainda afirmou não ter "diferenças intransponíveis" com o petista. Adversário histórico do Partido dos Trabalhadores, tendo disputado eleição contra o próprio Lula, Alckmin tem sido cortejado pelo PT para formar a cahapa que concorrerá às eleições 2022. Questionado nesta sexta-feira, 12, sobre o andamento das negociações, o quase ex-tucano afirmou "estar muito honrado" por ser lembrado. "Já disseram que eu vou ser candidato ao Senado, a governador, a vice-presidente. Vamos ouvir. Fico muito honrado da lembrança do meu nome", afirmou a jornalistas após participar com o presidenciável Ciro Gomes de uma gravação do reality "O Político", criado pelo ex-governador de São Paulo, Márcio França.

Alckmin ainda destacou que Lula tem apreço pela democracia e que é o momento de amadurecer conversas. "A política precisa ser feita com civilidade. É preciso resgatar a boa política. Tem que ser feita com quem tem apreço com a democracia. [...] Mas é claro que [Lula] tem [apreço pela democracia], não só ele. É óbvio", afirmou Alckmin.

De saída do PSDB, do qual é filiado histórico, Alckmin negocia seu ingresso no PSD ou no PSB, partido pelo qual seria vice de Lula. Conforme mostrou o Estadão, o ex-governador também dialoga com o União Brasil, sigla resultado da fusão entre PSL e DEM. Apesar das conversas sobre a aliança até pouco tempo improvável, o Alckmin também pavimenta a idéia de concorrer ao governo do Estado novamente no próximo ano. Em tom de mistério sobre seu futuro político, ele disse que a decisão será tomada e anunciada em breve.


"Em relação às candidaturas, a decisão não é agora. A eleição não é no mês que vem. É em outubro do ano que vem; aí a gente vai chamar vocês e vamos dar os novos caminhos. Não vai demorar muito, não", disse. Na semana passada, o ex-governador veio às redes sociais para falar sobre os rumores que circulavam em relação à aliança com Lula. "Muitas especulações têm surgido nos últimos dias. Sigo percorrendo São Paulo e pensando nos problemas da nossa gente", escreveu Alckmin.

Ao final da gravação do reality, Márcio França reforçou o convite para que Alckmin ingresse no PSB e se mostrou favorável a uma dobradinha do ex-governador com Lula. "Eu quero ser candidato a governador de São Paulo. O que for melhor para isso, eu vou trabalhar para acontecer", afirmou França. Em São Paulo, o PSB tenta convencer o PT a abrir mão da candidatura de Haddad ao governo paulista para apoiar França. O movimento, caso receba anuência dos petistas, facilitaria uma aliança nacional entre os partidos para 2022.