Em entrevista, o engenheiro geotécnico Ismar Ferrari faz graves denúncias sobre o Rio Tietê

O artigo 208 da Constituição do Estado de São Paulo de 1989 veda o incremento de degradação do rio pelos lançamentos de novos poluentes no Tietê. E isso não está sendo respeitado nem pelo governo de São Paulo e nem pela EMAE.

Em entrevista, o engenheiro geotécnico Ismar Ferrari faz graves denúncias sobre o Rio Tietê
O INEVAT - Instituto de Estudos Vale do Tietê faz um alerta sobre ações do governo do estado de São Paulo que vêm priorizando a redução de enchentes e a poluição no rio Tietê na região metropolitana, transferindo esses problemas para o interior de São Paulo, mais especificamente para nossa região.

O entrevistado por Mirna Bicalho, no programa Lado a Lado desta semana, o engenheiro geotécnico Ismar Ferrari, que também é o coordenador técnico do INEVAT, apresentou um relato sobre as condições de impactos ambientais observados sobre a qualidade das aguas do rio na região do Médio Tietê, particularmente no trecho entre Salto e Itu, nos aspectos de enchentes, poluição, lixo, danos ao patrimônio natural e a economia. Falou que as obras dos túneis de da PHC de Pirapora violaram o artigo 208 da Constituição do Estado de São Paulo, de 1989. O artigo, que foi proposto pelo deputado saltense Archimedes Lammoglia, veda o incremento de degradação do rio pelos lançamentos de novos poluentes no Tietê. Acontece que os túneis foram executados sem respeitar a Constituição do estado de São Paulo e passaram a descarregar lodo envenenado acumulado no fundo do reservatório de Pirapora, além de descarregar vazões excessivas para jusante da barragem para o Médio Tietê. Por esse motivo Itu passou a sofrer no último ano, pela primeira vez na história da cidade, enchentes nas áreas marginais do Tietê. De fato, o bairro Paraíso ficou inundado com perdas nas residências, sendo que inclusive um caminhão teve perda praticamente total ficando submerso nas águas da enchente.

Confira toda a entrevista: