Edu, pandeirista do Choro das 3, é mais uma vítima da Covid-19

O músico estava internado na Santa Casa de Porto Feliz desde o dia 30 de maio e não resistiu às complicações da doença.

Edu, pandeirista do Choro das 3, é mais uma vítima da Covid-19

O pandeirista do grupo 'Choro das 3', Eduardo Roque da Silva Ferreira, mais conhecido como Edu, morreu na madrugada deste sábado, 12, aos 60 anos. O músico estava internado na Santa Casa de Porto Feliz desde o dia 30 de maio e não resistiu às complicações da Covid-19. No dia 7 de junho, as irmãs que formam o grupo musical informaram, por meio das redes sociais, que seus pais foram infectados pelo vírus e estavam internados. Edu, ao lado das filhas Corina, Lia e Elisa, formava o grupo 'Choro das 3', um dos mais importantes grupos de música instrumental do Brasil.

Eduardo, ao lado da esposa Cristina, é um dos grandes incentivadores da carreira musical das filhas. Para acompanhá-las desde crianças, e estar sempre presente, dentro e fora dos palcos do Brasil e do mundo, ele aprendeu a tocar pandeiro e somou as batidas ritmadas ao desenvolvimento e formação do grupo. Com gosto musical eclético, acabou influenciando as meninas que se interessaram por este universo: foi um CD de Altamiro Carrilho, que pertencia a Edu, que despertou o primeiro encantamento, sobretudo pelo choro, um gênero instrumental genuinamente brasileiro e que consagrou a carreira das jovens irmãs.

O primeiro CD, Meu Brasil Brasileiro, veio em 2008 e foi gravado pela Som Livre. De lá para cá, foram 17 anos de carreira e 13 CDs gravados - um deles é um solo de piano, de autoria de Elisa -, milhares de apresentações e projetos especiais, com shows, workshops e oficinas musicais, e uma dedicação especial para ultrapassar as fronteiras e divulgar a música brasileira para todo mundo, em turnos internacionais. A despedida do Edu deixa uma enorme tristeza entre amigos, familiares e no meio musical. Devido às regras de segurança sanitária imposta pela Covid-19, o enterro foi restrito e realizado na manhã deste sábado, 12, no Cemitério Velho de Porto Feliz.