Prefeitura encerrou 2023 no vermelho com déficit de R$ 85 milhões de reais

Número foi apresentado ao Tribunal de Contas e está disponível para consulta pública

Prefeitura encerrou 2023 no vermelho com déficit de R$ 85 milhões de reais

A gestão do Governo Laerte enfrenta desafios significativos em meio a uma crise financeira que assola o município. Ao contrário das projeções iniciais, a arrecadação para o ano de 2023 ficou aquém das expectativas, resultando em um cenário desfavorável para as contas públicas.

Com uma previsão inicial de arrecadar mais de R$ 710 milhões, a realidade mostrou-se diferente, e a cidade registrou uma receita de apenas R$ 609 milhões ao longo do ano passado. O descompasso entre as projeções e a realidade econômica impactou diretamente nas finanças municipais.

O desafio aumenta quando observamos que, durante o mesmo período, as despesas totalizaram expressivos R$ 694 milhões. Este desequilíbrio financeiro, raramente visto na história da cidade, expõe a necessidade urgente de revisão das políticas econômicas adotadas pela administração municipal.

Embora paixões políticas possam influenciar opiniões, os números revelam a gravidade da situação. A não concretização da arrecadação prevista aliada à manutenção dos gastos em patamares elevados resultou em um déficit considerável, impactando diretamente nos serviços públicos oferecidos à população.

Atualmente, com raras exceções, algum serviço público é de fato reconhecido como ótimo pelos cidadãos. Uma consulta com clinico geral leva em média 3 meses. Material escolar será entregue apenas no fim de fevereiro, um mês após o início das aulas. Transporte Público com problemas constantes de atrasos, elevador para cadeirante que não funciona e frota sucateada.

Durante 2023 a Prefeitura de Salto recebeu 21 alertas do Tribunal de Contas e parece que não alterou sua rota e chegou a esta triste realidade financeira. A esperança toda ser depositada para 2024 ter um excesso de arrecadação, é muita imaturidade.

Itu, Porto Feliz e Indaiatuba (cidades vizinhas e de porte médio) encerraram 2023 com as contas e o caixa em ordem. A crise que bate aqui não chegou nestas cidades?