Cobertura vacinal infantil é a menor dos últimos 30 anos, aponta pesquisa

Três em cada dez crianças no País não receberam vacinas necessárias para protegê-las de doenças potencialmente fatais.

Cobertura vacinal infantil é a menor dos últimos 30 anos, aponta pesquisa

Uma pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Unicef OMS apontou que a cobertura vacinal das crianças chegou ao menor patamar dos últimos 30 anos globalmente. No Brasil, o índice também vem registrando um declínio, o que preocupa especialistas da saúde. Três em cada dez crianças no País não receberam vacinas necessárias para protegê-las de doenças potencialmente fatais.

Outro dado preocupante é em relação às taxas gerais de vacinação da população brasileira, que ficaram abaixo de 60% em 2021, segundo o DataSUS. Já em 2022, até agosto, o índice era de 47,49%. O recomendado pela OMS é uma abrangência mínima de 95%. O assunto vem sendo debatido no Senado e preocupa especialistas da saúde, já que a população fica mais suscetível a enfermidades, especialmente o público infantil, aumentando o risco de surtos e epidemias de doenças que já foram consideradas erradicadas, como a poliomielite e o sarampo. A queda nacional vem sendo registrada desde 2015, mas foi piorada pela pandemia da Covid-19.

"Algumas doenças foram erradicadas por causa das vacinas e esse desaparecimento causa uma falsa impressão de que não é necessário continuar vacinando. Outro motivo é o desconhecimento de parte da população sobre o calendário de imunizantes para cada idade. E vivemos em um período de muita desinformação sobre saúde. Neste sentido, todos os esforços, públicos e privados, são importantes para reverter este cenário", explica Fabio Bozelli, médico pneumologista e um dos fundadores da Clínica Bozelli, em Sorocaba. Em contrapartida, o debate sobre a vacinação vem aquecendo os investimentos do setor privado, que registrou um "boom" de abertura de clínicas de vacinação durante a pandemia da Covid-19 e expansão de serviços, impulsionado principalmente pelo maior interesse das pessoas sobre o assunto e procura por imunizações.

"Na ausência da vacina contra o coronavírus, notamos na Bozelli um aumento expressivo na demanda por imunizantes contra a gripe, pneumonia e outras doenças respiratórias. Neste ano, expandimos o serviço, reinaugurando em setembro do ano passado nosso Centro de Vacinação, agora em uma das principais avenidas de Sorocaba, a Av. Antonio Carlos Comitre, onde realizamos as aplicações e fazemos o acompanhamento do calendário vacinal do paciente, desmistificando o assunto para que ele tenha tranquilidade e fique em dia com a carteirinha", afirma Fabio. Por mês, o Centro de Vacinação da Bozelli atende, em média, 600 pessoas.

As clínicas particulares, como a Bozelli (com serviços de medicina infantil, adulta, terapias multidisciplinares, odontologia e vacinação), são importantes aliadas da população, pois complementam o serviço oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), disponibilizando imunizantes que não são contemplados pelo Programa Nacional de Imunização. Uma das vantagens da rede particular é justamente o fato de importar diretamente do fabricante, evitando o mau planejamento e possível falta de imunizantes.

"Nosso foco é cuidar da saúde e não da doença e fortalecemos essa cultura com nossos pacientes. Por isso, a prevenção é fundamental e a vacinação faz parte disso. A estrutura e a equipe da Bozelli, pensadas no atendimento humanizado e multidisciplinar, permite que as crianças e os adultos tenham tranquilidade e a nossa missão seja alcançada com excelência", finaliza Bozelli.