Vereador Antonio Cordeiro acusa prefeito Laerte Sonsin Jr. por ameaças

Segundo o vereador, pessoas que estavam na plateia durante votação da Reforma Administrativa, ouviram GCMs comentarem que "teriam que dar um jeito no vereador".

Vereador Cordeiro acusa Prefeito Laerte de ameaças. Foto: Sandro Rodrigues

Vereador Cordeiro acusa Prefeito Laerte de ameaças. Foto: Sandro Rodrigues

A votação do projeto da Reforma Administrativa aprovada em sessão da Câmara de Vereadores em 6 de setembro, ainda está dando o que falar. Nessa terça-feira, 20, durante o uso da tribuna na 34ª sessão legislativa ordinária, o vereador Antônio Cordeiro dos Santos disse que o prefeito Laerte Sonsin Jr., mandou Guardas Municipais (GCMs) à paisana e armados para intimidá-lo de morte. Segundo o vereador, seis ou sete GCMs estariam na plateia e pessoas que estavam próximos aos guardas, ouviram eles dizerem "que teriam que dar um jeito no vereador".

"Sr. Laerte, o sr. deve estar me ouvindo. O Sr. mandou aqui para essa casa servidores municipais, principalmente da guarda municipal à paisana e todos armados. Esses guardas municipais, eu sei o nome de todos, tenho foto, tenho imagens de cada um deles e estou trazendo a publico que disseram, por mais de uma vez, que tinha que dar um jeito nesse vereador. Qual jeito que vocês querem me dar? Me matando? E o único jeito que eu vejo de alguém armado dizendo que tem que dar um jeito em um vereador".

O vereador ainda disse que as pessoas que presenciaram o fato e, por medo, não quiseram se expor e testemunhar para a elaboração de um Boletim de Ocorrência (BO). Cordeiro afirmou que "não tem medo de nenhum deles e vai continuar defendendo as pessoas que estão morrendo sem atendimento no hospital, defender uma vida melhor para o povo que mais precisa, para aquele que precisa de uma escola de qualidade, de um atendimento de qualidade, não só no hospital, mas no posto de saúde que não tem médico e não tem exame".

Sobre a acusação feita por Cordeiro, o prefeito Laerte Sonsin Jr. fez o seguinte comentário.

"Não é verdade, não houve nenhuma ameaça, isso é mera manifestação de quem saiu derrotado na votação. Era muito claro que o nobre vereador tinha interesse em derrubar esse importante projeto para a nossa cidade, que vai fazer uma diferença enorme, não só na gestão pública, mas principalmente para que os cidadãos sintam a diferença do serviço público. Então ele tinha obviamente interesse de que as coisas não funcionem, isso é muito claro e já pensando certamente na eleição de 2024. Mas obviamente ele saiu derrotado nessa propositura e em razão disso, fica criando essas situações totalmente inverídicas. Não é verdade que houve ameaças, não é verdade que havia armas para ameaçar de forma alguma, pelo contrário, ficou muito claro que quem agiu de forma agressiva e ostensiva, foram os apoiadores dele que foram levados até a Câmara com o único objetivo de absurdamente pressionar os vereadores. Uma coisa é a população pressionar, outra coisa é um grupo político pressionar de forma ostensiva e quem estava lá de forma para pressionar alguém, eram os apoiadores que foram levados por ele. Ficou muito claro isso aí, só quem estava lá pode ver e verificar isso em loco. Todo o pessoal da prefeitura estava lá de forma pacífica, atendendo a democracia, respeitando todos os que estavam por lá e acompanhando uma matéria de importância ímpar para a nossa cidade".

O presidente da Câmara de Vereadores, Cícero Granjeiro Landim, afirmou que vai verificar juridicamente o caso e tomar as medidas cabíveis. Landim disse que vai conversar com o vereador Antônio Cordeiro na tentativa de mudar sua atitude.