Sete Indicadores de gestão na área da Saúde Pública devem ser implantados na cidade, até dezembro de 2022

Munic├şpios terão que cumprir metas de bom desempenho para conseguir mais recursos da União.

Sete Indicadores de gestão na área da Saúde Pública devem ser implantados na cidade, até dezembro de 2022

Os municípios t├¬m até o fim deste ano para implementar sete indicadores de gestão na ├írea da Saúde Pública previstos no Programa Previne Brasil. Com isso precisam cumprir algumas metas de desempenho dos serviços prestados para ter suplementações orçament├írias nos repasses da União. Isso além da destinação obrigatória como determina a Constituição Federal. O programa foi criado em 2019, mas, durante a pandemia da Covid-19, em 2020. No ano passado, o Ministério da Saúde repassou os recursos sem levar em conta as metas de gestão, que envolvem ações estratégicas como ampliação no hor├írio de atendimento das unidades b├ísicas de saúde, informatização dos serviços e exist├¬ncia de equipes de saúde bucal.

J├í neste ano, os municípios estão implantando gradativamente os indicadores, como afirmou o secret├írio de Atenção Prim├íria à Saúde, Raphael C├ómara: "No primeiro quadrimestre, dois j├í começaram a valer, tr├¬s agora no segundo. Os sete indicadores serão englobados até o final do ano. Nenhum município vai perder R$ 1,00 real em relação ao que ganhava, ou seja, essa garantia eles j├í t├¬m, mas quem performar melhor, vai receber muito mais. Isso est├í acontecendo no Brasil. A cada quadrimestre, avaliamos esses resultados, e o que vemos é que os municípios v├¬m melhorando muito r├ípido e, com isso, recebendo mais recursos para a população", disse C├ómara.

Outra prioridade de atuação da Secretaria de Atenção Prim├íria à Saúde é o cuidado com a mulher gestante e com aquelas que acabaram de dar à luz. Médico obstetra, Raphael C├ómara lembrou que o setor tem R$ 1.8 bilhão de reais para investir na ampliação do número de ginecologistas, obstetras e equipes de profissionais de saúde para resolver problemas como a mortalidade materna.

"Nós vamos financiar agora ambulatório de alto risco tanto para mães quanto para beb├¬s, coisa que não tinha. Sabemos que isso é importante, as causas de mortes no Brasil hoje são hipertensão, hemorragia e infecção, e esse é o foco total da nossa gestão. Tem que cuidar, porque isso provoca mais de 80%, 90% das mortes de mulheres no Brasil", acrescentou C├ómara.

Raphael C├ómara também destacou a resili├¬ncia e o papel central do Sistema Único de Saúde (SUS) durante a pandemia da Covid-19 no Brasil. "A população hoje d├í import├óncia ao SUS, ela v├¬ o quanto o SUS salvou. Morreram cerca de 670 mil pessoas, sim, mas seria muito pior, mas muito pior, se não fosse o SUS. Então, hoje, a população cobra, os gestores correm atr├ís desses indicadores, eles querem melhorar."

Não temos informação de como est├í a implantação desses sete indicadores aqui em Salto.