Estado libera R$ 70 milhões de reais para construção da Barragem do Piraí

Solução para a crise hídrica, obra deve levar de 4 a 5 anos para estar 100% concluída.

Estado libera R$ 70 milhões de reais para construção da Barragem do Piraí

O governo de São Paulo anunciou, nesta terça-feira (26), após 18 anos do início das tratativas, a construção de uma barragem hídrica que vai beneficiar a população de Salto e mais três cidades vizinhas, Indaiatuba, Itu e Cabreúva. O projeto foi divulgado pelo governador em exercício, o vice Rodrigo Garcia. A previsão é que a obra inicie no primeiro semestre de 2022 e dure três anos, com entrega projetada para 2025.

A represa será no Rio Piraí, terá capacidade de reservar 8,7 bilhões de litros de água e a obra será feita pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee). Um total de 600 mil habitantes serão beneficiados.

BARRAGEM PIRAÍ

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  • 386 metros de comprimento
  • 15 metros de altura
  • Espelho d´água de 1,3 km²
  • Capacidade para armazenar 8,7 bilhões de litros de água
  • Custo total: R$ 85 milhões (R$ 70 milhões do governo do estado e R$ 15 milhões do consórcio de municípios)
  • Área desapropriada: 2,97 km²

"A barragem do Rio Piraí será uma realidade a partir do ano que vem. Nós temos o esforço das prefeituras que estão pagando a desapropriação. [...] Os R$ 70 milhões de reais estão garantidos para não faltar dinheiro durante a obra", afirmou Garcia. A licitação deve ser lançada ainda em 2021.

UMA CURIOSIDADE...

Se considerarmos que o tempo necessário para a barragem ser entregue, será perto de 3 anos (num cronograma sem atrasos) e também considerarmos que a sobra de vazão normal do Ribeirão Piraí após a captação feita por Salto e Indaiatuba será de 300 litros por segundo, e se não acontecer mais nenhum período de estiagem nos próximos anos; a partir da barragem pronta serão necessários mais 365 para enchê-la completamente. Ou seja, a 'realidade' dita pelo governador em exercício, na verdade só será realidade - se tudo correr normal nessa obra, coisa extremamente rara quando se trata de poder público - após quatro anos. Dessa forma, ficar de braços cruzados esperando a solução proposta - que a longo prazo é viável - não é uma estratégia aceitável. Outras soluções, a curto e médio prazo, devem ser pensadas e colocadas em prática pelos gestores da água em Salto.